Boletim Econômico – 21.03.2025

Internacional

Fed mantém juros dos EUA entre 4,25% e 4,50% – O Federal Reserve manteve a taxa de juros no intervalo de 4,25% a 4,50% ao ano na reunião desta quarta-feira (19), repetindo a decisão do encontro anterior. A decisão, que foi unânime, já era esperada pelo mercado. O comunicado do banco central americano destacou que a economia segue em sólida expansão, com um mercado de trabalho equilibrado e inflação ainda um pouco elevada. A autoridade monetária ressaltou que “a incerteza em torno das perspectivas aumentou”, reduzindo as expectativas para o crescimento econômico deste ano, para 1,7%, e elevando as estimativas de desemprego e inflação em 2025, para 4,4% e 2,7%, respectivamente.

Vendas no varejo dos EUA sobem 0,2% em fevereiro – De acordo com dados divulgados pelo Departamento de Comércio nesta segunda-feira (17), as vendas no varejo dos Estados Unidos aumentaram 0,2% no mês passado, após uma queda revisada de 1,2% em janeiro, sugerindo que a economia continuou a crescer no primeiro trimestre, embora em um ritmo moderado. Já as vendas no varejo, excluindo automóveis, gasolina, materiais de construção e serviços de alimentação, aumentaram 1,0% em fevereiro, após uma queda revisada de 1,0% em janeiro. Contudo, a confiança do consumidor caiu para uma mínima de quase dois anos e meio em março.

Produção industrial dos Estados Unidos sobe 0,7% em fevereiro – Segundo dados publicados nesta terça-feira (18), pelo Fed, a produção industrial dos Estados Unidos subiu 0,7% em fevereiro ante janeiro, acima das previsões dos analistas de avanço de 0,2%. O Fed também revisou dados da produção de janeiro, de alta mensal de 0,5% para 0,3%. Já a taxa de utilização da capacidade instalada subiu para 78,2% em fevereiro, após 77,7% em janeiro, conforme dado revisado.

Inflação da zona do euro desacelera para 2,3% ao ano – Segundo leitura final publicada pela Eurostat nesta quarta-feira (19), o índice de preços ao consumidor (IPC) da zona do euro subiu a uma taxa anualizada de 2,3%, desacelerando após 2,5% em janeiro e abaixo da previsão de 2,4%. A maior contribuição para a taxa de inflação anual da zona do euro veio dos serviços, que avançaram 3,7%, após 3,9% em janeiro, seguidos por alimentos, álcool e tabaco, em alta de 2,7%, após subirem 2,3% no mês anterior. Na comparação mensal, o indicador avançou 0,4% em fevereiro, abaixo da projeção de alta de 0,5%. No que se refere ao núcleo do IPC, houve alta de 2,6% em fevereiro em base anual, em linha com as estimativas, e alta mensal de 0,5%, abaixo da previsão de alta de 0,6%.

Zona do euro tem superávit comercial de 14 bilhões de euros em janeiro – Segundo dados com ajustes sazonais publicados pela Eurostat nesta terça-feira (18), a zona do euro apresentou superávit comercial de 14 bilhões de euros em janeiro, ligeiramente abaixo do saldo positivo de 14,2 bilhões de euros registrado em dezembro, conforme dados revisados. Na comparação mensal, as exportações do bloco subiram 2,1%, enquanto as importações avançaram 2,3%, também considerando-se ajustes sazonais. No resultado sem ajustes sazonais, a economia do bloco teve superávit comercial de 1 bilhão de euros em janeiro, consideravelmente menor do que o superávit de 10,6 bilhões de euros observado no mesmo mês de 2024.

China mantém taxas de juros, conforme o esperado – A China manteve as taxas referenciais de empréstimos pelo quinto mês consecutivo nesta quinta-feira (20), em linha com as expectativas do mercado. A taxa primária de empréstimos (LPR) de um ano foi mantida em 3,1%, enquanto a LPR de cinco anos permaneceu em 3,6%. Pequim também adotou mais medidas de estímulo nesta semana para impulsionar o consumo interno. O Banco do Povo afirmou que reduzirá as taxas de juros e de compulsório no momento apropriado e que manterá a liquidez ampla.

Produção industrial e vendas no varejo da China avançam no 1º bimestre – Conforme dados publicados nesta segunda-feira (17) pelo NBS, escritório de estatísticas do país, a produção industrial da China cresceu 5,9% em janeiro e fevereiro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2024, acima da previsão dos analistas, de expansão de 5,4%. O desempenho, contudo, foi menos positivo do que o registrado em dezembro, quando houve alta de 6,2% na comparação anual. As vendas no varejo chinês, por sua vez, avançaram 4,0% no primeiro bimestre, na base anual, acima das expectativas dos analistas, que previam expansão de 3,5%. O resultado também superou o desempenho de dezembro, quando houve alta de 3,7%. Já os investimentos em ativos fixos tiveram expansão anual de 4,1% no primeiro bimestre deste ano, acima da projeção de alta de 3,5% e da alta de 3,2% registrada em dezembro.

Taxa de desemprego entre jovens na China sobe para 16,9% em fevereiro – De acordo com dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (20), o desemprego entre os jovens nas cidades chinesas aumentou pelo segundo mês em fevereiro, acompanhando a taxa de desemprego geral do país, que atingiu o pico em dois anos, em 5,4%. A taxa de desemprego urbano para jovens de 16 a 24 anos, excluindo estudantes, cresceu de 16,1% em janeiro para 16,9% em fevereiro. Já a taxa de desemprego para adultos entre 25 e 29 anos subiu de 6,9% para 7,3%, enquanto para pessoas de 30 a 59 anos, caiu de 4,3% para 4,0%.

Nacional

Copom eleva taxa Selic para 14,25% ao ano – O Comitê Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu nesta quarta-feira (19) elevar a taxa Selic em 1 ponto percentual, para 14,25% ao ano. A decisão, que já havia sido antecipada na reunião anterior, foi unânime e veio conforme o esperado. O Banco Central ressaltou que “o ambiente externo permanece desafiador em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente pela incerteza acerca de sua política comercial e de seus efeitos”. No âmbito doméstico, o Copom destacou que o cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. No comunicado, o Comitê deixa espaço para pelo menos mais uma alta, mas em menor magnitude. Em suas projeções para a inflação, a autoridade monetária estima o IPCA em 5,1% ao fim de 2025 e em 3,9% no primeiro trimestre de 2026.

IBC-Br sobe 0,89% em janeiro – Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (17), o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,89% em janeiro, após recuar 0,60% em dezembro, (dado revisado de -0,73%). No mês, o IBC-Br subiu mais do que o esperado pelos analistas, que projetavam avanço de 0,22%, indicando a resiliência da economia brasileira no primeiro mês de 2025, apesar do aperto monetário vigente. Com o resultado, o indicador, que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), acumulou expansão de 3,82% em 12 meses até janeiro. Já em relação ao mesmo mês de 2024, o crescimento foi de 3,58%.

IGP-10 desacelera para 0,04% em março – A Fundação Getúlio Vargas informou nesta terça-feira (18) que o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) desacelerou para 0,04% em março, após ter subido 0,87% em fevereiro. Com o resultado, o índice acumula alta de 1,44% no ano e de 8,59% nos últimos 12 meses. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou queda de 0,26%, enquanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 1,03%. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por sua vez, teve alta de 0,44%, mostrando desaceleração em relação à elevação de 0,55% observada no mês anterior. “Nos Preços ao Produtor, a incerteza global intensificada pela Guerra Comercial dos EUA levou à queda dos preços do minério de ferro em março, impactando a retração do IPA. No âmbito do INCC, quase todos os grupos desaceleraram, com exceção de Materiais e Equipamentos, que registrou alta de 0,52%, impulsionada pelo aumento nos preços de Materiais para Instalação. Já nos preços ao consumidor, o grupo Habitação exerceu influência significativa para a alta do índice, especialmente devido às variações na tarifa de eletricidade residencial e no aluguel residencial”, explicou Matheus Dias, economista do FGV Ibre, em nota.

Congresso aprova Orçamento de 2025 – Os deputados e senadores aprovaram o texto-base do Orçamento de 2025 nesta quinta-feira (20) em sessão do Congresso Nacional. Com a aprovação, o governo passa a poder usar integralmente os recursos previstos no Orçamento para 2025, totalizando R$ 5,7 trilhões. Desses, R$ 1,5 trilhão será destinado ao refinanciamento da dívida pública. O texto prevê ainda um superávit de R$ 15 bilhões, acima da estimativa inicial do governo. Entre os principais pontos, destacam-se R$ 50 bilhões em emendas parlamentares, um corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família, R$ 18 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida e o reajuste do salário-mínimo para R$ 1.518.

Data Referência (14/03/2025 até 20/03/2025)

CDI: 0,25%

Dólar: -2,59%

Ibovespa: 5,03%

IDkA IPCA 2 Anos: -0,22%

IMA Geral ex-C: 0,19%

IMA-B: 0,09%

IMA-B 5: -0,11%

IMA-B 5+: 0,24%

IRF-M: 0,18%

IRF-M 1: 0,21%

IRF-M 1+: 0,16%

S&P 500 (Moeda Original): 2,56%

IPCA+5,62%: 0,26%