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Panorama Econômico – Jan/21

Por Patrick Leite e Matheus Crisóstomo

Apesar de um forte crescimento no número de novos casos de COVID-19 no mundo, os mercados reagiram positivamente com a evolução em torno do início da vacinação em alguns países.

No cenário interno, a economia brasileira continua a reagir, resultando em uma maior recuperação nos setores produtivos no mês de dezembro. Os investimentos seguiram o bom ritmo apresentado em novembro e finalizaram o mês com rendimentos expressivos.


CENÁRIO INTERNACIONAL


Apesar do forte crescimento do número de novos casos e de novas mortes por COVID-19, além da adoção de novas medidas restritivas no mês de dezembro, os mercados globais reagiram positivamente ao início do processo de vacinação em alguns países.

Um entendimento maior entre democratas e republicanos elevou a probabilidade de o congresso aprovar um pacote bipartidário de estímulos a economia americana. A ideia é injetar US$ 908 bilhões divididos em duas partes, sendo a primeira de US$ 748 bilhões voltada a desempregados e pequenos negócios, e uma segunda destinada para um projeto com proteções de responsabilidade e auxílio estatal.

No último trimestre de 2020, a China apresentou forte crescimento no volume de importações e exportações, confirmando o aquecimento da economia do país asiático após o período mais crítico da pandemia. Estes números influenciaram a alta recente na cotação do petróleo e do minério de ferro, que atingiu recorde.

O S&P 500 fechou dezembro com ganhos de 3,71%, enquanto o Nasdaq e o Dow Jones subiram 5,65% e 3,27%, respectivamente. Os índices acionários na Europa e na Ásia também fecharam em alta, o Euro Stoxx 50 subiu 1,72% e o Nikkei subiu 3,82%.

O movimento de valorização cambial do real se manteve e a taxa PTAX, utilizada pelo Banco Central do Brasil, fechou o ano cotado a R$ 5,1967, apresentando queda de 2,83% no mês. Isto impactou negativamente o índice Global BDRX, que, apesar da oscilação, fechou o mês no campo positivo, com rentabilidade de 0,93%.


CENÁRIO NACIONAL


No cenário interno, o relaxamento das medidas de restrições e melhora do comercio global continuaram a gerar efeitos positivos na economia brasileira, o que resultou em uma maior recuperação nos setores produtivos no mês de dezembro. Os investimentos seguiram o bom ritmo apresentado em novembro e finalizaram o mês com rendimentos expressivos.

Com o processo de retomada econômica, a utilização da capacidade instalada da indústria de transformação atingiu 80,3% em outubro, em seu resultado mais recente divulgado pela Confederação Nacional da Indústria. O aumento da confiança da Indústria segue em crescimento expressivo, atingindo 114,9 pontos em dezembro, seu maior valor desde maio de 2010 (116,1 pontos).

Fonte: FGV IBRE

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

O choque de oferta e demanda, imprevisibilidade diante da pandemia e desvalorização cambial, fez com que as medidas de inflação apresentassem constantes altas e revisões nas suas expectativas para o curto prazo.

Medida pelo IPCA-15, a prévia da inflação subiu 1,06% em dezembro, 0,25 ponto percentual acima do resultado de novembro. Alimentos e Bebidas (2,00%) e Habitação (1,50%) foram os grupos de maior impacto no índice. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que ganhou expressiva força no ano, refletindo o aumento expressivo dos preços no atacado, atingiu alta de 0,96% em novembro e, com o resultado, finalizou o ano com alta de 23,14% no ano.

O Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central Brasileiro, trouxe revisões para as projeções dos principais indicadores econômicos brasileiros para o mês de dezembro, conforme tabela abaixo:

O choque de oferta e demanda, imprevisibilidade diante da pandemia e desvalorização cambial, fez com que as medidas de inflação apresentassem constantes altas e revisões nas suas expectativas para o curto prazo.

Projeções: Relatório Focus (BCB)

Observa-se que os efeitos das medidas de flexibilização econômica continuam a induzir revisões em torno da expectativa para a recuperação econômica, com uma melhora em torno da expectativa para o PIB, reduzindo a contração já esperada para 2020. O resultado oficial do PIB de 2020 será divulgado em março de 2021.

A evolução das perspectivas da recuperação em 2021 depende do ritmo que será dado em torno da vacinação em massa, da continuidade da agenda de reformas e do processo de equilíbrio das contas públicas, de forma a diminuir a incerteza quanto a responsabilidade do governo em reduzir o nível de gastos trazendo também simplificação tributária e austeridade fiscal.

No mercado financeiro, os índices seguiram a tendência de novembro finalizando o mês em alta expressiva, refletindo a melhora na percepção geral de risco. Na renda fixa, as curvas de juros apresentaram queda, impactando de forma mais positiva os índices de títulos indexados ao IPCA com prazo longo, sendo o destaque para o IMA-B5+ (7,51%).

O Ibovespa, bastante impactado com os efeitos da crise, finalizou o mês aos 119.917,76, com 9,47% de alta, sendo o destaque dos investimentos no mês. A forte valorização apresentada nos últimos meses do ano fez com que o índice superasse o nível atingido no pré-crise, finalizando o ano no positivo com 3,03% de alta.

Projeções: Investing.com

 

 

RESUMO – RESULTADOS 2020 E EXPECTATIVAS DE MERCADO 2021 E 2022

Projeções: Relatório Focus (BCB)

 


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